Angelica Brunatto
Tubarão
O ano letivo inicia tumultuado no Colégio Energia de Tubarão. Há ainda muitas dúvidas sobre o futuro da escola. O assunto, inclusive, pautou uma reunião sábado, com participação de pais, funcionários e direção.
O colégio já não é mais o mesmo. A não ser pelos professores, que continuam na escola. A parte pedagógica mudou, assim como o material escolar. Conforme o diretor geral Ronnie Perterson Baasch, não serão mais utilizadas as apostilas do sistema Energia.
Em meio aos tumultos, o início das aulas de 750 alunos está garantido para hoje. Mesmo assim, mais mudanças podem ser colocadas em prática a qualquer momento.
Já há tratativas com outras redes de ensino. A Unisul é uma das interessadas. “Estamos tratando com a Unisul, para auxiliar na questão pedagógica, assegurar 70 empregos e garantir o ano letivo para os nossos alunos”, revela o diretor. A Fundação Unisul preferiu não se manifestar sobre o assunto por enquanto.
Depois que o Colégio Energia fechou as portas em Criciúma e decretou falência, muitos pais de alunos tubaronenses estão preocupados. O maior medo é que a instituição feche as portas também na Cidade Azul e deixem os alunos na mão.
Diante das incertezas, alguns deles procuram vagas em outras escolas.
Mesmo com a saída de alguns alunos tubaronenses da instituição, o diretor geral conta que alguns estudantes do Energia de Criciúma serão matriculados na unidade da Cidade Azul. Conforme Ronnie, há 40 alunos matriculados e outros na fila de espera.

